AS FASES DA LUA

Em Astronomia, a palavra fase designa cada uma das aparências sob as quais um planeta ou satélite se apresenta sucessivamente a nossos olhos durante o período de sua revolução.

A Lua é o único satélite natural da Terra. O tempo que ela leva para girar em torno do seu eixo é de 27,3 dias e esse também é o tempo que ela leva para orbitar em volta da Terra (período sideral). Por esse motivo, a mesma face da Lua está sempre voltada para nós. A face oculta da Lua só pode ser vista ou fotografada por astronautas em órbita da Lua.

Como a Lua é um corpo opaco que reflete a luz do Sol, a quantidade de sua superfície que podemos ver depende da fração do lado visível que está sob a luz do Sol. Assim, a Lua apresenta diferentes aspectos ou fases, de acordo com a sua posição na órbita ao redor da Terra.

O intervalo de tempo entre duas fases iguais e consecutivas da Lua é de aproximadamente 29,5 dias. Este é o período sinódico (também chamado de lunação ou mês sinódico) da Lua, que é cerca de 2,25 dias mais curto que seu período sideral.

 
As fases principais
 
Não é correto dizer que a Lua tem quatro fases. Como a fase se refere à aparência da Lua vista da Terra, a cada dia a Lua apresenta uma fase diferente. Entretanto, podemos afirmar que são quatro as principais fases do ciclo da Lua: Nova, Quarto Crescente, Cheia e Quarto Minguante. Nestas fases a posição relativa entre o Sol, a Lua e a Terra são facilmente visualizadas.

É interessante mencionar que, como as fases são fenômenos que ocorrem simultaneamente, da mesma forma no mundo todo, as horas das fases fornecidas em tempo universal podem ser utilizadas em qualquer ponto da superfície da Terra, após a correção de fuso horário.

    • Lua Nova

O movimento orbital da Lua ao redor da Terra, visto por um observador bem acima do Pólo Norte, se dá no sentido anti-horário, de Oeste para Leste. Em sua trajetória, quando a Lua se encontra entre o Sol e a Terra, a face da Lua iluminada pelo Sol não é vista da Terra. Nesta fase, a Lua está no céu durante o dia, nascendo por volta das 6 horas e se pondo por volta das 18 horas.

 

   • Lua Quarto Crescente

Depois da Lua Nova, tendo percorrido 1/4 de sua trajetória, a Lua se encontra numa posição em que metade do seu disco iluminado pode ser observada da Terra. Um observador no Hemisfério Sul observa a Lua como uma “letra C” no céu, enquanto que um observador no Hemisfério Norte a vê como uma “letra D”. Nesta fase, a Lua nasce aproximadamente ao meio-dia, cruza o meridiano no pôr-do-sol, e se põe aproximadamente à meia-noite.

 

   • Lua Cheia

Seguindo sua trajetória ao redor da Terra, quando a Lua e o Sol estão em lados opostos, toda a face iluminada da Lua está voltada para a Terra. A Lua está no céu durante toda a noite e é vista na forma de um disco. Nesta fase, a Lua nasce aproximadamente às 18 horas e se põe aproximadamente às 6 horas do dia seguinte.

 

   • Lua Quarto Minguante   

No momento em que a Lua começa a percorrer o 1/4 restante de sua trajetória, fechando o ciclo da lunação, metade do seu disco iluminado pode ser observada da Terra, como na fase quarto crescente. A diferença é que, neste caso, um observador no Hemisfério Sul vê a Lua como uma “letra D”, enquanto que um observador no Hemisfério Norte a vê como uma “letra C”. Nesta fase a Lua nasce aproximadamente à meia-noite, cruza o meridiano próximo ao nascer do Sol, e se põe aproximadamente ao meio-dia.

 

Fases da Lua vistas do Hemisfério Sul

A figura abaixo mostra as fases principais da Lua, vistas por um observador no Hemisfério Sul da Terra. Nesta figura está indicado o ângulo de inclinação do plano orbital da Lua em relação à eclíptica.
 
(créditos: www.cea.inpe.br/webdas/divulgacao/fases_lua.html)
 
Referências:

1. Kepler de Souza Oliveira Filho e Maria de Fátima Oliveira Saraiva, Astronomia e Astrofísica, 2a. edição, São Paulo, Editora Livraria da Física, 2004.

2. Jeff Hester et al, 21st Century Astronomy, New York, W.W. Norton & Company, 2002.

Definições:

 

Meridiano – A visão dos movimentos dos astros no céu se baseia na concepção da esfera celeste. O céu é imaginado como uma imensa esfera incrustada de estrelas, com a Terra no seu centro. Apesar deste ser um conceito bastante útil, pois é fácil de desenhar e visualizar, não podemos esquecer que a esfera celeste é imaginária e não representa totalmente a realidade. Na esfera celeste, o equador celeste é o círculo máximo definido pelo prolongamento do equador terrestre. Os pólos celestes correspondem aos pontos nos quais o prolongamento do eixo de rotação da Terra intercepta a esfera celeste, e o zênite é o ponto no qual a vertical do lugar intercepta a esfera celeste, acima do observador. A partir destas definições, podemos dizer que o meridiano é círculo máximo que passa pelos dois pólos celestes e contém o zênite do lugar.

Período sideral – intervalo de tempo durante o qual a Lua completa uma revolução em torno da Terra, tendo como referência uma estrela.

Tempo Universal - é o tempo civil de Greenwich, ou seja, o tempo solar médio, medido a partir da meia-noite, tomando como referência o Meridiano de Greenwich. O tempo solar médio, por sua vez, é o tempo medido em relação a um sol fictício que se move uniformemente no equador celeste.

Fuso horário – Como o dia civil é estabelecido pelo intervalo de tempo entre passagens sucessivas do sol médio pelo meridiano local, lugares de diferentes longitudes têm horas diferentes porque têm meridianos diferentes. Para resolver os problemas decorrentes das diferenças de horários nas diferentes partes da Terra, adotou-se o convênio internacional dos fusos horários. Neste convênio, a Terra foi dividida em 24 fusos, cada um compreendendo 15o e correspondendo a 1h. O fuso zero toma como referência o Meridiano de Greenwich e os fusos variam de zero a +12h, a Leste de Greenwich; e de zero a –12h, a Oeste de Greenwich.

contador, formmail cgi, recursos de e-mail gratis para web site